O Mecanismo da Visão

Visao

Com origem no termo em latim Visio, a palavra visão faz referência ao sentido que permite detectar a luz e interpretá-la.

“É a habilidade global do cérebro para extrair, processar e atuar sobre a informação apresentada na retina.”
Stephen Cool, PhD

Para a maioria das pessoas a visão é a capacidade de discriminar objetos. Portanto, para que exista visão é necessário que as células receptoras da retina e as vias neurológicas que vão até o córtex visual funcionem corretamente.

Não podemos pensar que a visão tem somente uma via de entrada (fazer com que as imagens sejam nítidas), mas que a informação visual é processada dentro da totalidade do córtex cerebral e sai através da nossa ação motora.

A visão nos dá informação de como é o mundo. Diz onde estão as coisas, o que são as coisas e de que tamanho e cor são. Essa informação entra no córtex visual e esse, por sua vez, interpreta o significado, caso contrário, seriamos uma simples máquina fotográfica. Dentro do córtex visual analisamos se o que vimos nos interessa ou não, si existe a necessidade de utilizar essa informação para uma ação imediata ou simplesmente armazenamos a informação para utilizá-la em outra ocasião.

A visão localiza o objeto, faz um cálculo aproximado de onde está, faz uma relação com os outros objetos e nos informa de como temos que agir, por exemplo, que movimento devemos fazer para pega-lo.

A visão cria equações espaciais para que os músculos se movam com precisão, faz cálculos para criar um mapa de onde está um objeto, realiza uma estimativa da dimensão e peso desse objeto... A visão é o “chefe”, é quem nos dá a informação e se não calculamos bem visualmente não realizaremos bons cálculos motores.

A visão se relaciona com outros órgãos e sentidos como o sistema auditivo, o tato ou equilíbrio. Por exemplo, o sistema vestibular e o sistema visual têm que estar totalmente coordenados para nos informar se estamos deitados, em pé ou de cabeça para baixo.

É lógico pensar que o processo da leitura e escritura tem relação direta com a visão. Por esse motivo também é lógico pensar que se uma criança não pode ler e/ou escrever corretamente provavelmente terá um problema visual.

Alguém já se perguntou por que se uma criança vê as letras de uma história infantil com nitidez não consegue entender a história?

Nossos cérebros são tão visuais que se existe um problema na entrada, no processamento ou na saída da informação visual, esse interferirá no nosso desenvolvimento como humanos. Portanto podemos ter problemas como visão embasada, dores de cabeça, dificuldades para chutar ou pegar uma bola, para estacionar, lembrar, ler, escrever ou uma interação social inadequada.

“A visão se aprende, por tanto, se pode treinar.”

Problemas refrativos
Os problemas refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismos e presbiopia) são fáceis de detectar, já que estão associados à acuidade visual e sintomas como distorção de imagem, dor de cabeça, piscar constante, olhos vermelhos, tratados dentro da.

Miopia
A miopia é um erro refrativo que faz com que as pessoas vejam mal de longe.

Sintomas:
Os sinais associados mais evidentes são:

Franzir os olhos para ver algo distante;
Aproximar o livro dos olhos mais que o normal;
Tombar-se em cima do livro para escrever;
A miopia aumenta de forma importante durante a idade escolar.

Tratamento:
Uma vez que a miopia tenha aparecido é muito difícil seu controle, o tratamento mais eficaz é a prevenção.

Mais quando a miopia já existe, o mais habitual é tratar-la mediante o uso de lentes compensatórias em óculos ou lentes de contato para que a pessoa tenha uma boa acuidade visual de longe. Estas lentes compensatórias devem ser revisadas periodicamente, por outras, pois a miopia tende a ser progressiva.

Alguns dos tratamentos utilizados são:

Lentes para perto (lentes de rendimento, muitas vezes em forma de bifocais);
Prismas;
Lentes de contato;
Terapia visual;
Ortoqueratologia (lentes de contato de uso noturno);
Etc.

Hipermetropia

A hipermetropia é um erro refrativo que ocasiona dificuldade para ver com claridade e sem esforço de perto.

Hipermetropia fisiológica: É a tendência natural ao nascer e não tem porque ser um problema. Em alguns casos, a criança a pesar de ver bem de longe, necessita fazer um esforço considerável para ver de perto.

“A não detecção nos controles visuais é um problema muito importante.”

Sintomas:
Os sinais mais habituais neste tipo de crianças são:

Leitura lenta ou pobre;
Forçam-se os olhos, ou ficam vermelhos quando leem;
Dor de cabeça, náuseas, dor de barriga, fadiga geral ao ler ou escrever;
Irritabilidade ou nervosismo para ficar com a visão nas tarefas de perto;
Problemas de concentração;
Problemas de atenção, é dizer, não podem manter sua atenção na leitura ou escrita, e se distrai com facilidade;
Visão dupla ao ler.

As quantidades elevadas de hipermetropia podem dar lugar ao chamado “olho vesgo” e aos “estrabismos”, a importância de fazer os controles nos primeiros anos de idade.

Tratamento:
Os tratamentos mais habituais são:

Óculos ou lentes de contato;
Lentes especiais só para perto;
Terapia visual: para tratar os problemas de enfoque e coordenação ocular.

Astigmatismo
É um erro refrativo que se produz pelo o desenvolvimento de uma curvatura desigual na córnea e que ocasiona visão borrada de longe e perto.
Esta anomalia é menos frequente, pois pode ser associada à miopia e hipermetropia.
É habitual encontrar astigmatismo em pessoas com familiares tenha o mesmo.

Sintomas:
Os sintomas podem ser similares aos de outros problemas visuais (dor de cabeça, moléstia nos olhos, etc.) e a melhor maneira de detectar é realizando as revisões periódicas.
Em astigmatismos moderados a visão borrada pode passar inadvertida, pois faz que as pessoas confundam um “0” com um “8” um “F” com um “P”.

Tratamento:
Os tratamentos mais habituais são:

Óculos ou lentes de contato;
Terapia visual.

Estrabismo

É uma condição onde um dos olhos ou os dois estão torcidos.
O olho torcido normalmente é suprimido pelo o cérebro, porque ao não estar alinhado com o outro olho, a pessoa veria duplo. O olho suprimido fica “vesgo”.

Sintomas:
Existem estrabismos constantes, que estão todo o tempo e raramente causam problemas escolares, e também existem os estrabismos intermitentes que às vezes estão e as vezes não, estes que podem causar problemas de rendimento escolar.
Pode torcer todo o tempo ou mesmo olho ou alternar um ou outro olho. Em ocasiões pode aparecer diplopia (visão dupla).
Às vezes o estrabismo aparece só quando há pessoa está muito cansada, quando lê durante muito tempo.

Tratamento:
É raro o caso em que o estrabismo é causado por um problema muscular. Normalmente os dois olhos NÃO VÃO APRENDENDO a trabalhar juntos, e o cérebro não sabe o que fazer, é um problema de CONTROLE MUSCULAR NÃO DE POTÊNCIA MUSCULAR.

É por isso que a cirurgia muitas vezes não é eficaz, porque os músculos são cortados, mas o cérebro ainda não é capaz de usar os dois olhos em conjunto, de modo que siga torção, ou o melhor, embora os olhos fossem alinhados, apenas uma ainda está sendo usado. Muitas vezes temos várias operações, e ainda nenhuma garantia absoluta de sucesso.

A terapia visual é uma alternativa à cirurgia, não agressiva, e onde além de estética, diretamente o que trata é a funcionalidade do sistema visual, tentando fazer que o cérebro aprenda a usar os dois olhos juntos.

O resultado do tratamento varia muito de caso para caso, dependendo da idade de início e do tipo de estrabismo, entre outras coisas.

Em adultos podem aparecer por uma doença (trauma, acidente vascular cerebral, etc.) e é muito importante a avaliação médica, e que a saúde pode ser afetada de forma significativa.

Se o adulto tem estrabismo desde a infância pode ser tratado, embora a avaliação seja fundamental para dar um prognóstico realista, pois o tratamento é mais difícil.

Lentes refrativas
As lentes oftálmicas se prescrevem para compensar o excesso ou a falta de potência do globo ocular para proporcionar uma imagem nítida.

Lentes de rendimento
O objetivo da lente não é compensar nenhum defeito refrativo, e sim aumentar o rendimento de uma pessoa num determinado trabalho. Em muitos casos se utilizam óculos bifocais para proporcionar o equilíbrio de enfoque de longe e perto.

Lentes de contato
A parte da utilização já conhecida das lentes de contato para compensar erros refrativos e para tratamentos de ortoqueratologia, o uso no tratamento de crianças com anisometropia, ambliopia e estrabismo é funcionalmente a opção mais adequada se iniciamos um programa de terapia visual.

Prismas
Igual que as lentes oftálmicas, o prisma pode ter função compensatória ou comportamental.

Os prismas compensatórios se utilizam em estrabismos, em caso de diplopia, traumatismo crânio-encefálico ou dificuldades para alinhar os eixos visuais.

Os prismas posturais (comportamental) se utilizam para modificar a percepção do espaço levando o paciente a mudar sua postura visual, corporal e a realizar mudanças no seu comportamento em geral.



Referências Bibliográficas

www.siodec.com

www.terapiavisual.com

www.optometriacomportamental.com.br

NORA - Neuro-Optometric Rehabilitation Association

CBOO - Conselho Brasileiro de Óptica e Optometria

Livro: “Tanta inteligencia, Tan poco rendimiento” autora: Pilar Vergara Giménez

CONTATO

Phone

49 3433-2836

Whatsapp

49 98833-0861

Mail

otica_pazini@hotmail.com

COMPRA ONLINE

Cielo bandeiras

ENCONTRE A PAZINI

Copyright © 2017 Ótica Pazini. Todos os direitos reservados.

Logo